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Espirometria Completa
A espirometria completa é o exame funcional respiratório de referência para avaliação quantitativa da função pulmonar, mensurando volumes, capacidades e fluxos de ar durante manobras ventilatórias padronizadas. No contexto ocupacional e industrial, é exame obrigatório pelo Programa de Conservação Auditiva (PCA) e pelo PCMSO (NR-7) para trabalhadores expostos a agentes irritantes respiratórios, poeiras, gases tóxicos e ambientes com risco de doença pulmonar ocupacional. Os resultados são interpretados segundo critérios da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e da ATS/ERS, com emissão de laudo médico para fins de PPRA, e-Social e perícias trabalhistas.
Produtos Mais Procurados
- Espirômetro de fluxo com turbina eletrônica: equipamento portátil com sensor ultrassônico ou de turbina descartável, calibração diária com seringa de 3 litros, saída USB para integração em sistemas de saúde ocupacional
- Espirômetro de bancada para clínicas e ambulatórios: alta resolução de fluxo, tela colorida, banco de dados de pacientes, impressão de curvas F-V e V-T com laudo automático
- Bocal descartável para espirômetro: peça de uso único em polipropileno atóxico, com filtro antimicrobiano integrado para prevenção de infecções cruzadas
- Software de gestão de espirometria para saúde ocupacional: controle de laudos, histórico evolutivo do trabalhador, exportação para e-Social e integração com prontuário eletrônico
- Serviço de espirometria em unidade móvel para campanhas industriais: veículo equipado para realização de exames admissionais e periódicos in loco em grandes plantas industriais
A confiabilidade dos resultados depende da calibração do equipamento conforme ATS/ERS 2019, do treinamento do técnico aplicador e da aceitabilidade e reprodutibilidade das manobras realizadas pelo trabalhador. O laudo deve ser assinado por médico do trabalho ou pneumologista com registro CRM ativo, sendo documento obrigatório no prontuário de saúde ocupacional.
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Perguntas Frequentes
Espirometria completa é o exame funcional pulmonar que mede os volumes e fluxos de ar movimentados pelo sistema respiratório durante manobras forçadas e lentas. É indicada para diagnóstico e acompanhamento de asma, DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), fibrose pulmonar e outras pneumopatias, avaliação pré-operatória de cirurgias torácicas, rastreamento em trabalhadores expostos a agentes irritantes respiratórios (conforme NR-7) e monitoramento de resposta terapêutica em doenças respiratórias crônicas.
A espirometria completa inclui medidas de volumes dinâmicos — CVF (capacidade vital forçada), VEF1 (volume expiratório forçado no 1º segundo), relação VEF1/CVF, FEF 25–75% (fluxo expiratório forçado médio) e PFE (pico de fluxo expiratório) — e volumes estáticos como CV (capacidade vital lenta), VRE, VRI e VC. A análise conjunta permite classificar o padrão ventilatório em obstrutivo, restritivo ou misto e quantificar o grau de comprometimento funcional.
As diretrizes adotadas no Brasil são as da ATS/ERS (American Thoracic Society / European Respiratory Society) de 2019, que estabelecem critérios de aceitabilidade e reprodutibilidade das manobras. O Conselho Federal de Medicina regulamenta a interpretação médica pelo CFM. Para fins ocupacionais (PCMSO), a espirometria deve seguir as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e as exigências da NR-7, que define periodicidade e critérios de aceitação dos laudos nos programas de saúde ocupacional.
O paciente deve estar em repouso por pelo menos 15 minutos antes do exame, evitar broncodilatadores de curta ação nas 4 horas anteriores (e de longa ação nas 12 horas), abster-se de tabagismo por 4 horas e de refeições pesadas por 2 horas. O equipamento deve ser calibrado diariamente com seringa de 3 litros e utilizar filtros descartáveis para controle de infecção. O técnico deve orientar o paciente nas manobras, garantindo no mínimo 3 curvas aceitáveis e 2 reprodutíveis, conforme critérios ATS/ERS.
A espirometria simples registra parâmetros basais sem intervenção farmacológica. A espirometria completa inclui o teste de broncodilatação: após a medição basal, administra-se 400 mcg de salbutamol (broncodilatador de curta ação) via inalatório e repete-se a medição após 15 a 20 minutos. O teste é positivo (reversibilidade) quando VEF1 aumenta ≥12% e ≥200 mL em relação ao valor basal, auxiliando no diagnóstico diferencial entre asma (reversível) e DPOC (parcialmente reversível ou irreversível).
Os principais usuários incluem clínicas de medicina do trabalho para atendimento ao PCMSO de empresas com trabalhadores expostos a poeiras, vapores e gases irritantes, hospitais com serviço de pneumologia, clínicas especializadas em doenças respiratórias, laboratórios de função pulmonar, operadoras de saúde e planos corporativos. Indústrias dos setores têxtil, mineração, construção civil, química e metalurgia são grandes demandantes para monitoramento ocupacional de seus funcionários.
Os espirómetros modernos utilizam sensores de fluxo ultrassônicos ou de turbina de alta precisão, com interface touchscreen e conectividade Bluetooth para transmissão de dados ao prontuário eletrônico. Sistemas de inteligência artificial auxiliam na detecção automática de manobras inaceitáveis e na sugestão de diagnóstico funcional. Equipamentos portáteis de mão (handheld) com validação ATS/ERS permitem espirometria no leito ou em campo. A integração com plataformas de telemedicina amplia o acesso ao exame em regiões remotas e para rastreamento ocupacional em larga escala.